Biblioteca Viva · Gabinete de Plantas e Organismos · Ficha científica em revisão · Código BV-FT a confirmar.
A Acrocomia totai é uma palmeira nativa da América do Sul, conhecida em algumas regiões como bocaiuva. Sua presença no Cerrado e em áreas do Pantanal desperta interesse botânico e alimentar. Nesta ficha, você conhecerá sua classificação, seu habitat, a estrutura dos frutos e resultados de pesquisas científicas. Por fim, as imagens oferecem apoio educativo, mas não constituem registros botânicos autenticados.
Acrocomia totai: identidade botânica
Nome científico aceito: Acrocomia totai Mart. Na classificação botânica, a espécie pertence à família Arecaceae e à ordem Arecales. A base Plants of the World Online, mantida pelo Royal Botanic Gardens, Kew, reconhece esse nome. No entanto, a palavra bocaiuva também é empregada para outras palmeiras. Portanto, o nome popular, sozinho, não confirma a espécie.

Distribuição e habitat da Acrocomia totai
Segundo o Kew, a Acrocomia totai ocorre naturalmente na Bolívia, no Paraguai, em partes da Argentina e no Brasil. No Brasil, sua distribuição inclui regiões Centro-Oeste e Sul. Além disso, a espécie está associada principalmente a ambientes tropicais sazonalmente secos. Ainda assim, nem toda palmeira chamada bocaiuva no Pantanal pertence a essa espécie.
Morfologia e identificação da Acrocomia totai
A bocaiuveira apresenta folhas pinadas, inflorescências e frutos com diferentes camadas. Além disso, o estipe pode apresentar espinhos e restos de bases foliares. Entretanto, essas características também aparecem em outras palmeiras. Por isso, a identificação segura de Acrocomia totai exige comparar estruturas vegetativas e reprodutivas com referências taxonômicas. Assim, a cor dos frutos e as fotografias ilustrativas não comprovam, sozinhas, a identificação.

Fruto da bocaiuva: estrutura e partes utilizadas
O fruto possui epicarpo, mesocarpo, endocarpo endurecido e semente. Primeiro, o epicarpo forma a camada externa. Em seguida, o mesocarpo constitui a porção carnosa, conhecida como polpa. Por sua vez, o endocarpo protege a semente, também chamada de amêndoa. Essas partes têm estruturas e usos distintos. Por isso, não se deve confundir óleo da polpa com óleo da amêndoa. Por fim, o corte da prancha apresenta apenas um esquema ilustrativo. Ele não substitui um registro anatômico validado da espécie.
Composição e estudos científicos da Acrocomia totai
Pesquisas sobre palmeiras do gênero Acrocomia investigam óleos, pigmentos e aproveitamento alimentar. Entretanto, os resultados dependem da espécie, da parte do fruto e do método de análise. Assim, dados de Acrocomia aculeata não devem ser atribuídos automaticamente a Acrocomia totai.
Em um estudo com populações naturais do Pantanal, pesquisadores observaram médias de 392,30 frutos por cacho e 15,50 g de massa fresca por fruto. Além disso, o estudo registrou teor médio de óleo de 14,94% no mesocarpo. Esses números representam apenas a amostra analisada. Portanto, não são valores fixos para todas as populações da espécie.

Na interpretação desses resultados, é importante considerar a variação entre indivíduos e populações. Por isso, interprete os valores da prancha no contexto do estudo de Vianna e colaboradores (2021).
Relação com a cozinha e o território
A bocaiuva também faz parte de práticas alimentares regionais. Por exemplo, a polpa entra em diferentes preparações, inclusive na forma de farinha. Para conhecer esse contexto, consulte o artigo Bocaiuva: o fruto do Pantanal que guarda aroma e energia. Nesse artigo, explicamos a diferença entre polpa e amêndoa. Também mostramos como a polpa pode dar origem à farinha.
Fontes e limites da ficha
Plants of the World Online — Acrocomia totai Mart. (Kew): nome aceito, classificação, distribuição e referências taxonômicas. Além disso, a base remete à obra Brazilian Flora Arecaceae (Palms), de Lorenzi, Noblick, Kahn e Ferreira (2010).
Referência complementar: Vianna e colaboradores (2021) estudaram a morfologia e a produtividade de Acrocomia totai. O trabalho saiu na Revista Brasileira de Fruticultura, volume 43, número 1.
Pendências editoriais: ainda precisamos conferir os caracteres diagnósticos em fonte taxonômica primária. Também falta selecionar uma fotografia botânica autenticada e confirmar o código BV-FT no catálogo mestre. Portanto, as ilustrações geradas por IA não devem servir como prova de identificação da espécie.
